O ex-namorado da estudante brasileira morta no Paraguai em abril deste ano foi preso temporariamente, em São Luiz, no Maranhão.
De acordo com a Polícia Civil, Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, se apresentou no Departamento de Combate ao Feminicídio acompanhado dos advogados.
Ele foi ouvido e depois levado para a prisão.
Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, que estudava medicina no Paraguai, assim como o ex-namorado, foi encontrada morta no dia 24 de abril, no apartamento onde morava, em Ciudad del Este. Segundo as investigações, o suspeito desferiu 67 golpes de armas brancas, como faca e tesoura de unha, no corpo da vítima.
Julia era natural de Santa Catarina.
O corpo de Julia foi localizado por sua colega de apartamento.
De acordo com a polícia paraguaia, a companheira de apartamento relatou ter ouvido uma discussão proveniente do quarto onde Julia estava com o ex-namorado.
Ela bateu na porta para perguntar o que estava acontecendo e o jovem respondeu que a discussão era em outro apartamento.
A polícia relatou ter encontrado pegadas de sangue de calçados e pés descalços no quarto.
Os dois haviam encerrado um relacionamento há quatro meses e ele tentava reatar o namoro.
Após o crime, as autoridades paraguaias já suspeitavam que o rapaz havia retornado ao Brasil.
O pedido de prisão do suspeito foi feito pelo departamento que comanda as investigações no Maranhão.
Conforme a polícia, as autoridades brasileiras e paraguaias estão atuando de forma integrada.
No Paraguai, o Ministério Púbico denunciou Aguiar pelo crime de feminicídio e o considerou foragido.
No Brasil, o inquérito da Polícia Civil está em andamento.
O advogado criminalista Guilherme Marzola Leal, especialista em ciências criminais e direito penal, explica que, como o feminicídio ocorreu em território paraguaio, naturalmente as autoridades locais devem investigar.
Isso, no entanto, não exclui a atuação da polícia brasileira.
(Rádio Educadora/Com Inf. Agência Estado)